
O Laos é Luang Prabang. OK, antes de ser apedrejado pelos grandes “viajantes”, retifico, Luang Prabang é a principal destinação turistica no Laos. Uma cidade pequena e cheia de pequenas maravilhas esperando escondidas o contato com o “desbravador”. Templos, monges, estatuas, natureza, calma, muita calma.
Ir do Laos ao Vietnã é complicado. Aconselho o uso da invenção dos irmãos Wright. Do Laos, vai-se, normalmente, à Tailândia, através da ponte da amizade ao lado da capital laociana, Vientiane, ou pela “heroica” fronteira de Houei Sai, no Laos, com Chiang Kong, na Tailândia. Exatamente no famoso triângulo de ouro, a triplice fronteira dos dois paises com Myanmar (ex-Birmânia).

Entre Luang Prabang e Houei Sai ha o Mekong. E para percorrer essa parte do rio são necessarios dois dias num barco convencional. Nos fizemos essa travessia, com pouso na sumaria Pak Beng ao fim do primeiro dia. O principal rio do sudeste asiatico é menos almighty que eu pensava e a travessia é chata como ir de Porto Maua à São Borja, nas aguas barrentas do Uruguai.
Chegar à Houei Sai à noite, depois de uma tormenta em pleno Mekong é desolador: enquanto do lado tailandês se vêem luzes e animação (quis dizer uma cidade), do lado laociano é so silêncio, escuridão entrecortada por parcas fluorescentes brancas das casas em torno do porto. Foi nessa cidade onde conhecemos o chuveiro que funciona com um sistema de sucção da agua dentro de um tonel encontrado logo abaixo. Nessas horas o saco de dormir, estilo mumia, super isolante é um bem irrenunciavel (estou falando dos percevejos…).

Dormimos em Houei Sai porque o barco chega inescrupulosamente meia-hora depois do fechamento das aduanas, impedindo a passagem para a Tailândia e obrigando os “aventureiros” a dormir uma ultima noite no Laos. De manhã uma rapida formalidade e uma pequena lancha faz a travessia para a Tailândia. De volta à civilização e anotando no caderninnho: “Dormir em cidade de fronteira. DON’T!”






nossos dois destinos iniciais: a Jordânia e a Siria. O começo da viagem estava bastante corrido, quatro paises em um mês. Agora, teremos mais tempo para incluir atrações que antes ficavam fora: o deserto de
E sobre o objetivo da viagem que esse post se dedica. Preparar, viajar, fazer turismo, partir, chegar, estar a caminho. Tudo se mistura quando saimos de casa, mas uma diferença preponderante mostra seus contornos com o viajante, ou o turista, contemporâneo: o fato de não estarmos mais fixos no destino final, mas no caminho que leva a esse lugar. Urbain, na sua genealogia da viagem, fala dos peregrinos cristãos que partiam da Europa do século XV para chegar à Terra Santa, a Jerusalém. Esses homens, em seus relatos, não dão qualquer importância ao périplo, à trajetoria. Somente a cidade representa segurança, o oasis salvador depois de meses de perigo, cansaço e desaventuras. A viagem naquela época era uma sucessão de obstaculos a atravessar. Não existindo o durante, a viagem era a chegada. Apesar das longas distâncias, os peregrinos não viajavam no espaço – este não tinha importância – para chegar ao destino prometido, partiam por meses, a viagem era o tempo.