
Depois de ter percorrido o México e de ter visitado regiões tão diferentes uma das outras, nosso plano para a Costa Rica era um longo standby: uma semana na praia na costa caribenha. A atmosfera “paraiso tropical”, umida, quente, ajuda a nos colocar no modo rien à faire. Nos descobrimos praias desertas (sem ambulantes, bares ou cadeiras de praia), natureza preservada apenas com o essencial: o mar na nossa frente e o cordão verde, atras. O litoral do Caribe costarriquenho é famoso pelas grandes ondas que agradam tanto aos surfistas experientes como aos “jacareistas” iniciantes.

Os hotéis aqui são discretos, não se consegue vê-los da praia, existe apenas um supermercado – a 2km de nosso hotel – e é tudo. Nos passamos seis dias de repouso total. Claro, a Costa Rica é o pais que recebe o maior fluxo de turistas na América Central e é reputado pelas florestas, parques nacionais e vulcões. Nos, escolhemos, a praia e a praia only. A praia de Cocles, ao lado de Puerto Viejo, é calma e bonita, mas é tomada por turistas europeus e americanos. Nosso hotel, por exemplo, propriedade de uma familia italiana, contava com um restaurante onde comemos genuinas massas e pizzas como se estivessemos na Bota. E meio estranho dizer, mas em oito dias passados na Costa Rica não chegamos nem a ver a comida local.

Completamos nove meses de viagem e nossa Volta ao Mundo entra nos seus ultimos capitulos. Daqui pra frente, Chile, Argentina e Brasil. Frio e churrasco. Mas que foi bom passar pela América Central, foi!
