
Continuação de Borders.
The “funkiest” fronteira. Do Tibete, Zangmu, ao Nepal, Kodari:
O lugar é inospito. Para dizer o minimo. Zangmu, do lado chinês/tibetano, é uma cidade dividida em varios andares: uma rua serpenteia morro acima com casas coladas na montanha, enquanto a fila interminavel de coloridos caminhões nepaleses pena para vencer a encosta ingreme.

Ladeira abaixo, ziguezagueando até o rio que divide os dois paises, fica a moderna aduana chinesa, uma pequena ponte, atravessada a pé, serve de entrada ao Nepal. De la, Zangmu, no alto, é invisivel atras das nuvens.
Kodari é a cidade nepalesa dessa fronteira. E aqui, rostos indianos suplicam dinheiro assim que os turistas deixam a ponte. O Tibete é pobre, o Nepal é mais. A aduana, aqui, é instalada num escritorio ao longo da estrada de chão batido e o procedimento não envolve computadores ou registros. Tudo é feito a mão, preenchido à caneta e recortado com tesoura. A umidade e o calor contrastam com o frio tibetano, la em cima, do outro lado da fronteira. Como uma classica cidade de fronteira, aqui, não se para. Dez minutos de negociação – enquanto se preenche os vistos – são suficientes para conseguir transporte até Katmandu, distante três horas e meia.

Dentro da pequena caminhonete, contornamos abismos de florestas, num calor cada vez mais forte. Definitivamente, essa fronteira não divide dois paises, separa dois universos.

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