Monthly Archives: October 2009

Siberia Special

Pole DanceUma Volta ao Mundo deve atravessar o mundo? Essencialmente, sim. O mundo é uma esfera, agora pouco importa o percurso? Pode ser Canada-Noruega-Russia – Canada? Uma Volta ao Mundo Artica. Ao extremo pode-se fazer uma Volta ao Mundo girando em uma barra… pensando nisso poderia-se abrir um bar de striptease exatamente no polo norte ou no polo sul e a cada vez que uma dançarina deslizar no pole ela estara fazendo uma Volta ao Mundo. The melting icy bar. Uma viagem, como a de Phileas Fogg, pode ser feita inteiramente no hemisfério norte, ou, como nos pacotes de viagem do gênero, um zigue-zague maluco e milhares de horas dentro de aviões. Nos decidimos dar prioridade às grandes travessias por terra. Destinos impossiveis se conectam graças às companhias aéreas, se não, ônibus, carro e o melhor meio de transporte ja inventado: o trem. Nossa Volta ao Mundo não é um giro de stripper mas não é um trajeto sobre a linha do equador, nem um all-inclusive do planeta Terra. Se pensarmos bem, percorreremos apenas dois continentes: Asia e América – e uma cidade da Europa. Mas a maneira que decidimos fazê-lo da, ingevelmente, o estatuto de travessia planetaria.

Train on the Transiberian Railway

O trajeto mais importante desse percurso é a travessia transiberiana. Um trem, nos levando de Moscou, na parte européia da Russia, até Pequim, no Extremo-Oriente. O trajeto Moscou-Vladivostok, inteiramente em solo russo, é a mais longa linha de trem em funcionamento. Como bons turistas, optamos pela terceira maior, a transmongoliana, que segue o mesmo percurso da transiberiana e  da transmanchuriana – segunda maior – até o lago Baikal e depois segue em direção Sul, cruzando a Mongolia até Pequim. Quase seis mil quilômetros, que se feitos sem paradas correspondem a seis dias de viagem. Nesses três trajetos não existem trens com nomes como “Transiberian Express” ou “Transmongolian”, mas uma infinidade de trens – representados por numeros -  que utilizam os mesmos trilhos. O transiberiano é um percurso e não um trem. Existem, é claro, os famosos trens que percorrem esses trilhos: o Rossyia, trem numero dois, responsavel pela rota Moscou-Vladivostok, ou o Baikal, trem numero dez, ligando Moscou à Irkutsk – capital da sibéria oriental; existem ainda o Vostok, trem numero 20, de Moscou à Pequim passando pela Manchuria. E o trem mais utilizado pelos turistas, o numero quatro, Moscou-Pequim, via Ulan Bator, na Mongolia, ou no percurso inverso, o numero três. Como decidimos fazer algumas paradas ao longo da rota, decidimos também utilizar diferentes trens – entre os famosos – para nossa viagem.

Trans-mongolian line

O trajeto e os trens

1. Optamos por três paradas ao longo da linha Moscou-Pequim, via Mongolia: a primeira, depois de 50 horas, em Novosibirsk, capital da sibéria ocidental, para ir até a cidade vizinha – cinco horas de ônibus – de Tomsk para uma estada de dois dias.  Essa cidade decidiu ficar de fora do trajeto transiberiano quando este foi construido. Ela permanece, porém, uma vibrante cidade universitaria. Para o trajeto Moscou-Novosibirsk pegamos o Rossyia, em sua mais nova edição. Um trem moderno e pontual.

2. Baikal, train number 10A segunda parada é Irkutsk, uma das mais populares entre os turistas que viajam pela Sibéria. De la, seis horas de micro-ônibus até a ilha de Olkhon no magnifico lago Baikal, o mais profundo do mundo. Estada obrigatoria de três dias. Para o trajeto Novosibirsk-Irkutsk nosso trem é o Baikal, trem numero dez.

3. Terceira parada, Mongolia. São raros os “transiberianos” que não fazem um halt em Ulan Bator. A capital mongol tem poucos atrativos, mas é porta de entrada para conhecer as estepes mongois com seus nômades, cavalos e camelos. Uma semana é o tempo que reservamos para adentrar o universo de Gengis Khan. O trem é o numero 4 – onde encontramos o maior numero de ocidentais.

4. Ponto final: Pequim. A capital chinesa nos aguarda ao fim de 20 dias de viagem. De Ulan Bator até Pequim, o trem é o mesmo, numero 4. Uma estada revigoradora de dez dias para nos recolocar em modo “sedentario” depois da travessia da Sibéria e Mongolia.

Chinese woman

La vie dans un train transsibérien

En regardant le paysagePasser des jours dans un train ainsi que des nuits, comment faire pour ne pas s’ennuyer? Pour de vrai, le temps passe très vite dans le transsibérien, on s’acclimate très facilement à ne rien faire. De plus, emprunter une telle route, nous rend un peu euphoriques et le simple fait d’y être se transforme en une sacrée activité. Bien sûr, on connaît une certaine routine dans le train et nos passetemps sont regarder les paysages, bouquiner, essayer de parler aux gens, dormir, manger, faire la sieste. Le train s’arrête quelques fois pendant 10 à 30 minutes, c’est l’ opportunité où tout le monde sort pour prendre de l’air frais, marcher un peu, acheter aux babouchkas des boissons ou de la nourriture. Le plus dur est de En faisant les coursesne pas avoir assez d’espace pour bouger, les cabines couchettes pour 4 personnes – kupé – , comme la nôtre, sont très étroites et nous partageons l’intimité des gens durant de longues heures.

Nous sommes restés pendant 2 nuits dans le train numéro 2, Rossyia, pour le trajet Moscou-Novossibirsk avec un couple de Russes très gentils mais avec lesquels discuter était impossible, étant donné qu’ils ne parlaient pas anglais et nous ne parlions pas russe. Nous avons trouvé le moyen de communiquer prosaïquement en regardant des photos et en partageant un repas ensemble. Victor a sorti son cognac, Olga ses noisettes, du pain, un morceau de gras, nous avions des tomates, concombres et saucisses et la cabine est devenue un air de pique-nique joyeux!

Repas transsibérien

Pour la toilette, les plus motivés se lavent dans l’évier des WC, sinon, les lingettes sont très pratiques. Dans le couloir, de l’eau bouillante au samovar Samovar pour le thé est à disposition des passagers, pratique pour se préparer du thé, des nouilles chinoises, de la purée et des soupes. Ce sont des repas très économiques. Autrement vous avez le wagon-restaurant, bien Toillete bio du train #2 - Rossyiapour changer un peu d’endroit, mais les prix sont un peu excessifs et les repas moyens. Voila, l’ambiance du train est très tranquille et calme, les couchettes sont confortables, on y passe de bonnes nuits, il n’y a pas du tout de problème de sécurité ou de vol, et c’est un très bon moyen de traverser le pays en admirant les paysages qui défilent et qui se modifient au fur et à mesure de kilomètres parcourus.

Final Calling

Departure - Photos of Moscow

Departure - Photos of Moscow

Français L’arrivée à Moscou était comme si la période de préparation achevait sa fin. Jordanie, Syrie et Ouzbékistan nous ont servi comme mois d’acclimatation. Le temps où nous avons laissé tomber la vieille peau de la vie sédentaire, d’une époque quand on comptait le temps en jours, heures et minutes. Maintenant nous sommes prêts à assumer notre nouveau statut: nomades.  Prêts à embarquer dans le train qui nous emmènera aux confins de l’Asie. Qui nous fera traverser les temps des tzars et des exilés, des grands empires de l’Est, des cultures aussi anciennes qu’étrangères. Lieux si larges que même le temps se transfigure en espace. Maintenant nous sommes prêts à compter le temps par villes, par pays, par expériences vécues. Allons-y, Rossyia va partir!

Português Chegar a Moscou representava o fim do periodo de preparação.  Jordânia, Siria e Uzbequistão nos serviram como um mês de aclimatação. O tempo necessario para perdemos a velha pele da vida sedentaria, da época quando contavamos o tempo em dias, horas e minutos. Agora estamos prontos para assumir nossa nova situação: nômades. Prontos para embarcar no trem que nos levara aos confins da Asia. Que nous fara atravessar os tempos de czares e exilado, de grandes impérios orientais, de culturas tão antigas quanto desconhecidas. Lugares tão largos onde mesmo o tempo se transifigura em espaço. Agora estamos prontos a contar o tempo em cidades, paises e experiências vividas. Todos à bordo, o Rossyia vai partir!

en Arriving to Moscow represented the end of the warming up time. Jordan, Syria and Uzbekistan have served as an acclimatation month. Now we are ready to drop off our old sedentary skin, from a time when we used to count the time by days, hours and minutes. Now we are ready to assume our new identity: nomads. Ready to board the train which will carry us to the far East. Through the times of tsars and exiles, of almighty eastern empires, of cultures as ancient as unknown. Places so large where even the time seems to melt into space. Now we are ready to count the time by cities, countries and passed moments. Final calling, Rossyia is leaving!

Vers la Russie (Bilan de l'Ouzbékistan)

Budget :Sum
Finalement, nous avons réussi à rester en-dessous du budget prévisionnel. En Ouzbékistan, les repas ne sont pas chers, les monuments a prix raisonnables et l’on peut facilement faire du tourisme à pied en se promenant dans les villes. Les chambres d’hôtels sont propres et dotées de salles de bain pour environ 25 USD la nuit pour deux avec petit déjeuner.

Notre budget pour 2 par jour s’élève à 42 €. Ce qui nous a permis de parcourir le pays, de visiter les monuments, de bien dormir et de faire quelques achats.

Transport:
RegistanLes transports sont bien développés, à Tachkent, le métro est à lui-même un musée, les bus sont fréquents et peu chers. Pour se déplacer dans le pays, le train est la meilleure solution, peu excessif, rapide et moderne. Pour parcourir le pays, le train Tachkent-Samarcande (Registan) 4h de route pour 10 € pour 2. Le train Samarcande-Boukhara (Sharq)  2h45 de trajet pour 8 € pour 2. Pour aller de Boukhara à Urgench ou Khiva il faut prendre un taxi partagé. Le trajet est long, 5h. Nous avons attendu 2h40 pour que le chauffeur trouve deux autres passagers.  20 € pour deux jusqu’à Urgench. Malheureusement, nous n’avions pas prévu d’aller à Khiva, ce qui nous a coute 11 € supplémentaires pour un aller-retour de 35 Km.

Tourisme :
Les mosquées, madrassas et tombeaux en Ouzbékistan sont très impressionnants par leur grandeur et leurs couleurs très vives. Chaque ville, aussi bien Samarcande, Boukhara et Khiva regorge de monuments magnifiques, de multiples fontaines et de parcs spacieux. L’Ouzbékistan est un pays agréable pour se promener dans les villes, les trottoirs sont grands, il y a beaucoup de verdure et de choses à voir à l’extérieur.
La capitale Tashkent ressemble à beaucoup de grande capitale, comme Moscou ou Paris, il y a de grands magasins, une vie nocturne animée, mouvementée. Tashkent contraste un peu avec le calme des autres villes du pays.
En ce qui concerne le shopping, vous trouverez de beaux foulards en soie, des chapeaux en fourrure, de la céramique, et de jolis petits souvenirs en tout genre.

Photos of Uzbekistan

Photos of Uzbekistan

`A caminho de Khiva

No dia em que partimos de Bucara, não pensavamos em ir até Khiva. Nosso intuito era pegar um shared taxi até Urgench, de onde partiria nosso voo, no dia seguinte, para Moscou. Três horas de espera para completar o taxi e cinco horas de estrada pela frente. No caminho, campos de algodão em colheita se estendem dos dois lados da estrada. Mulheres curvadas recolhem os maços brancos e os colocam em pequenos montes no meio da plantação. Na medida que as horas passam, a estrada se torna mais e mais estreita e a plantação comeca a ceder espaço na paisagem. Musica uzbeque a todo volume, três pessoas que fumam dentro do carro e uma mulher que insiste em rir de maneira estridente. Minha vontade é de chegar a Urgench o mais rapido possivel.

Photos of Khiva

Photos of Khiva

Eis que o deserto faz sua aparição majestosa, tomando a pista quase inteiramente. Dunas de areia se estendendo por longos quilômetros até onde um dia ficavam as praias do Mar de Aral. A sensação de adentrar um longinquo recanto dessa região do mundo transforma o desconforto do carro superlotado em sacrificio de viajante, de explorador. Nessas horas, quando temos a impressão de sermos os unicos seres humanos por quilômetros a fio, sinto-me como se fosse um pioneiro, um descobridor.

O que descubro no fim da linha é uma cidade sem graca, Urgench. Limpa, grande, espacosa… sem nada para repousar o olhar. Aconselhados pelo gerente do hotel onde contavamos pernoitar, pegamos um taxi até a cidade vizinha de Khiva. A cidade, que haviamos deixado de fora de nosso roteiro por causa da distância e do tempo exiguo, nos proporciona um belo “ultimo dia” no Uzbequistão.

No ultimo post, falei que  as cidades que nos trouxeram ao Uzbequistão foram Samarcande e Bucara. Porém, as cidades que nos deixaram as melhores impressões foram Tashkent e Khiva.  A ultima é um oasis no meio do deserto com seus muros altos cor de areia, cercando uma citadela repleta de ruelas que levam a descobrir pequenos universos escondidos. Uma grata surpresa, imprevista. Um pequeno espaco parecendo um mosaico onde todo o imaginario da Asia Central se faz sentir: artesãos da madeira, mulheres tecendo tapetes de seda, camelos, minaretes e cupulas azuis. Talvez por regrupar tudo isso numa localizacao inospita, Khiva é um must see da maior parte de pacotes turisticos. Viajando por conta propria, quase deixamos escapar essa ultima parada na Asia Central.

Samarkand and Bukhara

Samarkand and Bukhara. These were the cities which brought us to central Asia. The forgotten roads, the once capital of one of the world’s biggest empires, the holiest city for centuries. The Silk Road and its always changing routes. The khanates and the wars which often decided the fate of a whole town. From a flourishing boom to the isolation and forgetness, for the towns along the Silk Road, it was a quick path to cross.

Photos of Samarkand

Photos of Samarkand

Samarkand, by Tamerlan times, couldn’t get any bigger, any brighter, any more beautiful. It was the monghol emperor’s bigger than life masterpiece city. The marvellous madrassas and mosques, and then the mausoleums, made of the once capital of the Silk Road an everlasting archictectural treasury. From the 16th century to nowadays it shadows as a countryside town in a peripheric soviet republic. Today is this anacronism, ancient-soviet town, what makes Samarkand sort of ready to boom tourist destination. I’ll continue this idea later.

Before, Bukhara. Samarkand was the business town, Bukhara, the holy one. The Khalom Minaret, The Ark, the ocre-brown-sandy colours against the blue sky set the spirit for a travel to the Middle Age caravans times. The city lays in the same anacronism of Samarkand: the old town with its pools is like an universe apart. Mostly of the tourists will reckon the old town is the whole city. A very few will adventure into the sprawling avenues of the soviet city just behind the mud walls of the tourist side.

Photos of Bukhara

Photos of Bukhara

It is exactly this disjunction between the narrow-coloured ancient touristy side and the clean, wide-bleached soviet town that allows these two towns to grip the competition as tourist destination. The main tourist in these uzbek towns is in its fifties and come through an organised tour. The fact that he, or she, can wander around into famers’s markets, mosques and curvy alleys during the day and then have a western-style hotel in a clean avenue or next to a green park, reinforces the idea of “controlled-exotism”. For this tourist is very important not to grow tired of its own quest: the different, the oriental, the ancient.

It may sounds a bit disproportinal but the intervention of the soviets in this kind of old towns had – relatively – the same result of the Roman works in the invaded cities. Axes making the cities easy to cross and to understand the organisation of neighbourhoods. Well, it`s a whole controversial idea with a very few supporters to be developed. The hurry conclusion is that this asceptized aspect of the soviet cities help to assure the tourists looking for a not so real experience of exotism, allowing the place to widen its range of visitors.

Uzbequistão, o pais do futuro

Confesso, meu espirito estava temerario quando embarcamos no avião da Turkish Airlines em Alepo, norte da Siria, rumo ao Uzbequistão. Depois de uma intoxicação alimentar, o cansaço e o desconforto da espera no aeroporto me deixaram pessimista quanto ao nosso proximo destino.
O avião aterrisa em Tashkent, capital da ex-republica soviética uzbeque, às duas da manhã, num grande aerporto vazio se não fosse três aviões da companhia nacional do Uzbequistão. Uma grande burocracia nos aguarda na passagem da aduana, onde todo dinheiro precisa ser contado e objetos de valor listados. Um taxi custando o absurdo de dez dolares nos leva ao hotel.

hotel tsaristaPrimeira surpresa: o lugar é uma grande mansão inspirado no periodo tsarista russo. A maioria das pessoas nos falam em russo. Uma temperatura agradavel e uma boa noite de sono para recuperar o ânimo e restabelecer o corpo.
No dia seguinte, no caminho para o albergue indicado no guia de viagem, descobrimos uma cidade limpa, com bastante verde, onde pessoas agradaveis e risonhas se esforçam para nos indicar a direção. Avenidas largas – herança do periodo soviético – e um metrô com estações decoradas à moda de Moscou. E mulheres! Jovens e velhas, nas ruas, sem véu na cabeça, de saia e minissaia. Depois de três semanas no Oriente-Médio, rever mulheres, que caminham como à Paris ou Porto Alegre, me pareceu estranho. Aqui, mesmo sendo um pais de maioria muçulmana, o Ramadã não tem força.
Karimov, presidente uzbeque desde o fim da União Soviética, quer apresentar o Uzbequistão como um pais moderno e pronto a se integrar a comunidade internacional. Nessa logica, Tashkent, é o seu cartão de visitas: a parte nova (russo-soviética) da cidade é cheia de monumentos, parques e muitos chafarizes. A parte velha (uzbeque), um pouco caotica, com seu grande mercado de produtores, seus minaretes e grandes mesquitas e madrassas. Mesmo a parte velha da cidade é acessivel pelo metrô e suficientemente organizada para o turista independente.

Khon Imon

Três dias em Tashkent nos deixaram menos medrosos na hora das refeições e nos permitiram caminhaas agradaveis com temperaturas de começo de outono. Num desses passeios, visitamos o Museu de Historia do Povo Uzbeque: um enorme edificio da época comunista contando a historia dessa republica da Asia Central da pré-historia aos dias atuais. Um andar é praticamente inteiramente dedicado a Tamerlan – Emir Timur – o lider Parque Central e a estatua de Tamerlanmongol que fez de Samarcande – outra cidade uzbeque – sua capital e tornou-se o grande heroi do pais… depois do fim do comunismo. O ultimo andar mostra as grandes realizações do governo Karimov: desde os titulos do time de Rivaldo e Luis Felipe Scolari à introdução do cartão de crédito na economia do pais. Uma espécie de ufanismo à la anos 70 misturado a um gosto estético duvidoso. Vale a pena visitar.
Deixando de lado o personalismo presidencial, o pais se torna, cada vez mais, uma destinação turistica procurada pelos turistas europeus – especialmente franceses – sedentos de exotismo… ma non troppo. Tashkent, se torna  uma boa entrada, deixando boas impressões, apesar de ficar atras das três grandes atrações turisticas do pais:  Samarcande, Bucara e Khiva.

La mode ouzbek

Fish vendors with traditional scarfs

Comme dans la plupart des capitales au monde, les traditions et coutumes provinciales cèdent place à un mode de vie plus cosmopolite et occidentalisé : le voile et les habits nationaux sont remplacés par des minis jupes et Uzbek girls on traditional daily dressvêtement de marques; les mœurs conservateurs de la campagne s’effacent devant une jeunesse vibrante qui veut vivre comme à Moscou ou à New York.

Dès que l’on s’éloigne de Tachkent, les robes colorées traditionnelles ouzbek reviennent peuplées les rues et même les jeunes filles les portent avec grâce. Les femmes très brunes aux yeux noirs sont vêtues de longues tuniques aux couleurs chatoyantes, aux motifs floraux multicolores. Leurs coiffures et tenues sont parfaites, exceptés une petite touche d’originalité, toutes les femmes sortent en pantoufles avec leurs chaussettes!

traditional touristUzbek traditional hatLes hommes portent toujours un petit chapeaux noir carré brodé avec du fil blanc en laissant dépassé une petite frange tendance du moment.

Les enfants s’amusent à se montrer dans leurs costumes traditionnels et sont fiers de se faire prendre en photos.

Uzbek kids in traditional looks

D’une façon très coloré, l’exotisme que l’on attend en se rendant en Ouzbékistan est bien présente dans le quotidien des petites villes, sans oublier le sourire et la convivialité très propres au peuples de l’Asie Centrale.

Communication breakdown

Après la Jordanie et la Syrie, où nous avions fait beaucoup de rencontres avec des touristes mais aussi échangé avec des locaux, l’Ouzbékistan a été plutôt un pays difficile. Pendant tout notre séjour de 13 jours nous n’avons rencontré aucun touriste backpacker, voyageant indépendant comme nous, en sac à dos. Nous essayons au maximum d’être au contact avec la population, dans les transports en commun, ou dans les petits restos, où nous sommes toujours les seuls touristes. A Samarcande, nous logions chez une famille Ouzbek, très gentille où heureusement la patronne parlait l’anglais, mais autrement, personne ne parle un mot d’anglais, et à part deux, trois mots en russe, notre vocabulaire est plus que maigre. Alors, les “discussions” se faisaient par gestes et sourires, et nos questions restaient souvent sans réponses.

doing like local people

Malgré notre bonne volonté et la leur, la communication devient tout simplement impossible, et nos efforts restent en vain, nous sommes enfermés dans la bulle destinée aux touristes – peut importe si de masse ou indépendant. Ce pays est celui qui reçoit le plus de touristes en Asie Centrale. Par contre, il n’y a pas un réseau pour le voyageur en sac à dos, qui n’a pas un tour operateur derrière lui. Pour cela, même en essayant d’être le plus proche possible des gens du lieu, il fut impossible de percer la bulle, même en sortant des quartiers touristiques.

Pour illustrer les raisons d’une telle bulle, quelle ne fut pas ma surprise lorsque dans les ruelles de Khiva, je me suis cru à Paris tellement les Français étaient partout dans la ville. Et oui, l’Ouzbékistan est une destination très prisée par les Français, de plus de 50 ans, qui s’intéressent au riche passé de l’Asie Centrale.

Turists around

En effet, des hordes de touristes parcourent le pays en car et en voyage organisé, visitent tous les monuments à l’aide d’un guide, sont pris en charge du début à la fin. Même dans les commerces les prix sont affichés en euros et les vendeurs connaissent quelques mots français.

Repas Ouzbek

Pour nous touristes, il est difficile de discerner les plats d’origine russes ou ouzbek. Comme la langue parlée, pour ceux qui s’aventurent à découvrir les saveurs de l’Asie Centrale, se rappeler des noms des plats est déjà très compliqué!

Petit Dejeuner

La journée commence par un petit déjeuner sucré salé assez copieux : thé, crêpe avec confiture, pain beurre, saucisson, fromage et omelette.Rice soup Uzbek traditional soup

Malgré la chaleur de l’été, les Ouzbeks sont friands de bonnes soupes. La soupe traditionnelle ouzbek se compose de tomates, poivrons et viande de mouton très grasse. Sinon, toutes sortes de soupes sont préparées, de légumes, de poulet, de nouilles ou de riz.

Uzbek meat stew (or russian strogonoff?)En plat, les brochettes géantes de viandes grillées au barbecue – shashlik - sont fameuses, ainsi que l’omniprésent plov, riz cuit à la graisse de mouton avec des carottes et des raisins secs. On a testé aussi le “bourguignon ouzbek”: viande très cuite avec des pommes de terre. Très bon. Tous ces plats sont accompagnés d’une salade de concombres et tomates.

Comme les Français, le pain est obligatoire dans tous les repas.

Uzbek bakery

Les repas se terminent généralement par un thé et non par un dessert.

Sans oublier la Junk Food toujours présente!

Yummy hot-dog (with carrots and betroot)