Uma Volta ao Mundo deve atravessar o mundo? Essencialmente, sim. O mundo é uma esfera, agora pouco importa o percurso? Pode ser Canada-Noruega-Russia – Canada? Uma Volta ao Mundo Artica. Ao extremo pode-se fazer uma Volta ao Mundo girando em uma barra… pensando nisso poderia-se abrir um bar de striptease exatamente no polo norte ou no polo sul e a cada vez que uma dançarina deslizar no pole ela estara fazendo uma Volta ao Mundo. The melting icy bar. Uma viagem, como a de Phileas Fogg, pode ser feita inteiramente no hemisfério norte, ou, como nos pacotes de viagem do gênero, um zigue-zague maluco e milhares de horas dentro de aviões. Nos decidimos dar prioridade às grandes travessias por terra. Destinos impossiveis se conectam graças às companhias aéreas, se não, ônibus, carro e o melhor meio de transporte ja inventado: o trem. Nossa Volta ao Mundo não é um giro de stripper mas não é um trajeto sobre a linha do equador, nem um all-inclusive do planeta Terra. Se pensarmos bem, percorreremos apenas dois continentes: Asia e América – e uma cidade da Europa. Mas a maneira que decidimos fazê-lo da, ingevelmente, o estatuto de travessia planetaria.

O trajeto mais importante desse percurso é a travessia transiberiana. Um trem, nos levando de Moscou, na parte européia da Russia, até Pequim, no Extremo-Oriente. O trajeto Moscou-Vladivostok, inteiramente em solo russo, é a mais longa linha de trem em funcionamento. Como bons turistas, optamos pela terceira maior, a transmongoliana, que segue o mesmo percurso da transiberiana e da transmanchuriana – segunda maior – até o lago Baikal e depois segue em direção Sul, cruzando a Mongolia até Pequim. Quase seis mil quilômetros, que se feitos sem paradas correspondem a seis dias de viagem. Nesses três trajetos não existem trens com nomes como “Transiberian Express” ou “Transmongolian”, mas uma infinidade de trens – representados por numeros - que utilizam os mesmos trilhos. O transiberiano é um percurso e não um trem. Existem, é claro, os famosos trens que percorrem esses trilhos: o Rossyia, trem numero dois, responsavel pela rota Moscou-Vladivostok, ou o Baikal, trem numero dez, ligando Moscou à Irkutsk – capital da sibéria oriental; existem ainda o Vostok, trem numero 20, de Moscou à Pequim passando pela Manchuria. E o trem mais utilizado pelos turistas, o numero quatro, Moscou-Pequim, via Ulan Bator, na Mongolia, ou no percurso inverso, o numero três. Como decidimos fazer algumas paradas ao longo da rota, decidimos também utilizar diferentes trens – entre os famosos – para nossa viagem.

O trajeto e os trens
1. Optamos por três paradas ao longo da linha Moscou-Pequim, via Mongolia: a primeira, depois de 50 horas, em Novosibirsk, capital da sibéria ocidental, para ir até a cidade vizinha – cinco horas de ônibus – de Tomsk para uma estada de dois dias. Essa cidade decidiu ficar de fora do trajeto transiberiano quando este foi construido. Ela permanece, porém, uma vibrante cidade universitaria. Para o trajeto Moscou-Novosibirsk pegamos o Rossyia, em sua mais nova edição. Um trem moderno e pontual.
2.
A segunda parada é Irkutsk, uma das mais populares entre os turistas que viajam pela Sibéria. De la, seis horas de micro-ônibus até a ilha de Olkhon no magnifico lago Baikal, o mais profundo do mundo. Estada obrigatoria de três dias. Para o trajeto Novosibirsk-Irkutsk nosso trem é o Baikal, trem numero dez.
3. Terceira parada, Mongolia. São raros os “transiberianos” que não fazem um halt em Ulan Bator. A capital mongol tem poucos atrativos, mas é porta de entrada para conhecer as estepes mongois com seus nômades, cavalos e camelos. Uma semana é o tempo que reservamos para adentrar o universo de Gengis Khan. O trem é o numero 4 – onde encontramos o maior numero de ocidentais.
4. Ponto final: Pequim. A capital chinesa nos aguarda ao fim de 20 dias de viagem. De Ulan Bator até Pequim, o trem é o mesmo, numero 4. Uma estada revigoradora de dez dias para nos recolocar em modo “sedentario” depois da travessia da Sibéria e Mongolia.


Passer des jours dans un train ainsi que des nuits, comment faire pour ne pas s’ennuyer? Pour de vrai, le temps passe très vite dans le transsibérien, on s’acclimate très facilement à ne rien faire. De plus, emprunter une telle route, nous rend un peu euphoriques et le simple fait d’y être se transforme en une sacrée activité. Bien sûr, on connaît une certaine routine dans le train et nos passetemps sont regarder les paysages, bouquiner, essayer de parler aux gens, dormir, manger, faire la sieste. Le train s’arrête quelques fois pendant 10 à 30 minutes, c’est l’ opportunité où tout le monde sort pour prendre de l’air frais, marcher un peu, acheter aux babouchkas des boissons ou de la nourriture. Le plus dur est de
ne pas avoir assez d’espace pour bouger, les cabines couchettes pour 4 personnes – kupé – , comme la nôtre, sont très étroites et nous partageons l’intimité des gens durant de longues heures.
est à disposition des passagers, pratique pour se préparer du thé, des nouilles chinoises, de la purée et des soupes. Ce sont des repas très économiques. Autrement vous avez le wagon-restaurant, bien
pour changer un peu d’endroit, mais les prix sont un peu excessifs et les repas moyens. Voila, l’ambiance du train est très tranquille et calme, les couchettes sont confortables, on y passe de bonnes nuits, il n’y a pas du tout de problème de sécurité ou de vol, et c’est un très bon moyen de traverser le pays en admirant les paysages qui défilent et qui se modifient au fur et à mesure de kilomètres parcourus.
L’arrivée à Moscou était comme si la période de préparation achevait sa fin. Jordanie, Syrie et Ouzbékistan nous ont servi comme mois d’acclimatation. Le temps où nous avons laissé tomber la vieille peau de la vie sédentaire, d’une époque quand on comptait le temps en jours, heures et minutes. Maintenant nous sommes prêts à assumer notre nouveau statut: nomades. Prêts à embarquer dans le train qui nous emmènera aux confins de l’Asie. Qui nous fera traverser les temps des tzars et des exilés, des grands empires de l’Est, des cultures aussi anciennes qu’étrangères. Lieux si larges que même le temps se transfigure en espace. Maintenant nous sommes prêts à compter le temps par villes, par pays, par expériences vécues. Allons-y, Rossyia va partir!
Chegar a Moscou representava o fim do periodo de preparação. Jordânia, Siria e Uzbequistão nos serviram como um mês de aclimatação. O tempo necessario para perdemos a velha pele da vida sedentaria, da época quando contavamos o tempo em dias, horas e minutos. Agora estamos prontos para assumir nossa nova situação: nômades. Prontos para embarcar no trem que nos levara aos confins da Asia. Que nous fara atravessar os tempos de czares e exilado, de grandes impérios orientais, de culturas tão antigas quanto desconhecidas. Lugares tão largos onde mesmo o tempo se transifigura em espaço. Agora estamos prontos a contar o tempo em cidades, paises e experiências vividas. Todos à bordo, o Rossyia vai partir!
Arriving to Moscow represented the end of the warming up time. Jordan, Syria and Uzbekistan have served as an acclimatation month. Now we are ready to drop off our old sedentary skin, from a time when we used to count the time by days, hours and minutes. Now we are ready to assume our new identity: nomads. Ready to board the train which will carry us to the far East. Through the times of tsars and exiles, of almighty eastern empires, of cultures as ancient as unknown. Places so large where even the time seems to melt into space. Now we are ready to count the time by cities, countries and passed moments. Final calling, Rossyia is leaving!
Les transports sont bien développés, à Tachkent, le métro est à lui-même un musée, les bus sont fréquents et peu chers. Pour se déplacer dans le pays, le train est la meilleure solution, peu excessif, rapide et moderne. Pour parcourir le pays, le train Tachkent-Samarcande (Registan) 4h de route pour 10 € pour 2. Le train Samarcande-Boukhara (Sharq) 2h45 de trajet pour 8 € pour 2. Pour aller de Boukhara à Urgench ou Khiva il faut prendre un taxi partagé. Le trajet est long, 5h. Nous avons attendu 2h40 pour que le chauffeur trouve deux autres passagers. 20 € pour deux jusqu’à Urgench. Malheureusement, nous n’avions pas prévu d’aller à Khiva, ce qui nous a coute 11 € supplémentaires pour un aller-retour de 35 Km.



Primeira surpresa: o lugar é uma grande mansão inspirado no periodo tsarista russo. A maioria das pessoas nos falam em russo. Uma temperatura agradavel e uma boa noite de sono para recuperar o ânimo e restabelecer o corpo.
mongol que fez de Samarcande – outra cidade uzbeque – sua capital e tornou-se o grande heroi do pais… depois do fim do comunismo. O ultimo andar mostra as grandes realizações do governo Karimov: desde os titulos do time de Rivaldo e Luis Felipe Scolari à introdução do cartão de crédito na economia do pais. Uma espécie de ufanismo à la anos 70 misturado a um gosto estético duvidoso. Vale a pena visitar.


Les hommes portent toujours un petit chapeaux noir carré brodé avec du fil blanc en laissant dépassé une petite frange tendance du moment.






