Monthly Archives: July 2009

No meu mochilão…

Uau! Que quebra-cabeça para uma mulher fazer seu mochilão para um ano de viagem! A seleção é mais do que trabalhosa, ela parece impossivel. Como não tenho escolha, começo. Agora… quantas blusas, calças, calcinhas? Preciso de roupas que sirvam tanto para o calor quanto para o inverno e de algo impermeavel para a chuva. Importante é não chocar os costumes e tradições dos paises que visitaremos. Bom, so me resta uma opção, comprar o basico! Eu aproveitei o periodo de liquidação – em Paris – para comprar uma calça-short, duas camisetas de algodão, uma manga-curta, outra manga-longa. Fui também à uma loja especializada em esportes para dar uma olhada nos preços. Vou levar, com certeza, meu jeans-paixão com o qual eu fico superbem. Segue minha lista de roupas para a Volta ao Mundo:

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Roupas: Um blusão, um moleton, um casaco impermeavel superleve, duas camisetas, um jeans, um shorts, uma calça, uma saia, um vestidinho, chinelos de dedo, um par de sandalias, roupa de baixo, um pijama, um par de botas de trekking, uma mochila menor pro trekking e um saco-de-dormir.

Um outro problema é a nécessaire de toilette. E verdade que vamos comprar os artigos que precisamos à medida que avançamos, mas temos de pensar nas coisas que so existem por aqui, como absorvente feminino e também o anticoncepcional (para um ano). Além disso, para reduzir o volume, nada de condicionador, de removedor de maquiagem, de creme pro corpo e para o cabelo… apenas o estrito necessario. Para a maquiagem, eu “negociei” um rimel.

No fim das contas, um mochilão para um ano de viagem leva menos coisas que uma mala para um fim de semana fora de casa!

Amandine Pernelle – Traduzido do orginal em francês.

La chaleur, le froid et la grippe

Nous sommes tous concernés par les nouvelles de la grippe A – ou porcine. Nous pouvons rester sceptiques et nous dire qu’il n’est rien qu’un nouveau virus, ou, nous pouvons paniquer et attendre une mort certaine! La chose qui m’embête le plus est que la maladie est – apparemment – liée au climat (hiver = pandémie). Comme nous partons pour longtemps, à travers plusieurs pays, essayer d’éviter le froid – pour la simple raison de ne pas surcharger nos sacs – était l’un de nos objectifs. Regardez sur la carte interactive ci-dessous, les moyennes de températures et de pluies sur la planète.

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Le problème réside dans l’autre extrémité: l’été. Pour être capable d’éviter le froid complètement pendant tout notre Tour du Monde, nous avions besoin de prendre la route vers début Juillet. Mais nos premières destinations se trouvent au Moyen-Orient et en Asie Centrale – où les températures peuvent atteindre facilement 40°C pendant cette période de l’année. Ou nous échappons au froid et nous nous faisons cramer pendant presque deux mois, ou, nous commençons notre voyage un peu plus tard – ce qu’on fait! – pour fuir la canicule et nous subissons le froid pendant des courtes périodes en Mongolie et au sud de l’Amérique Latine l’année prochaine. C’était un dilemme compliqué: nous avons décidé – comme j’ai déjà dit – de choisir la deuxième option: nous croyons que c’est trop difficile de connaître des endroits et des gens lorsque l’on souffre de la chaleur. Après, quelques semaines au dessous de 10°C – pas trop longtemps nous espérons!

Flu

Ce serait la perfection de dessiner une ligne traversant tous les pays avec des températures agréables. Nous avons beau essayé, sans succès. Maintenant la grande question concerne la grippe: nous allons arriver dans certains pays très peuplés comme l’Inde pendant l’hiver (surtout le Nord du pays). Si l’hémisphère nord réitère ce qui se passe en ce moment dans le Sud – Argentine et Australie, par exemple – nous pensons qu’il faut être prudent. Par contre, une fois de plus, éviter la panique! Mais c’est vrai qu’il sera comme une sorte de hantise chaque fois que quelqu’un éternuera à côté de nous.

Felipe Koch et Amandine Pernelle
Traduit de l’original en anglais.

O diário de (e a) viagem

Viajar e contar a viagem. O relato de viagem, ou diário, sempre foi peça fundamental para inserir o universo da estrada no imaginário societal. Foi através das cartas e dos diários de bordos dos antigos exploradores e navegadores  que o desconhecido se tornou um lugar a visitar. A industria do turismo e o boom de pacotes de viagem tentam, hoje, reproduzir em uma escala diferente sensações conhecidas primordialmente pelos conquistadores de muitos séculos atrás.

Viajantes & Turistas

Nossa Volta ao Mundo ainda não começou, mas o relato de viagem, o texto escrito ao longo dos quilômetros acumulados, é a razão de existência deste site. Nessas poucas semanas que nos restam antes do Dia D, pensar na maneira e na forma como reproduziremos nossas impressões tem ocupado boa parte de nosso tempo. Certamente esta não é uma discussão exaustiva e a estrada ditará seu manual de conduta – literária.

Primeiro, identitade: quem somos nos? Viajantes? Turistas? Acho que a escolha de um rotulo reduz sensivelmente a discussão. Podemos, em 2009, nos acreditar viajantes como Marco Polo? Tendo organizado todo o percurso, vistos,Turistas vacinas, tendo lido à respeito de cada pais, nos difere do turista LastMinute? Se pensarmos nas atrações e nas atividades que gostariamos de fazer em cada destinação, não consigo nos colocar muito longe da massa que invade determinados pontos turisticos. Porém, se pensarmos no tempo que dispomos, nas possibilidades que uma viagem-livre nos proporciona, talvez nos sintamos mais proximos dos idolatrados viajantes. Ou seja, seremos turistas e viajantes o tempo todo! Se, de um lado, tentaremos evitar a superficialidade de um, dificilmente conseguiremos a profundidade  de um antropologo, ou de um reporter dedicado a um assunto ou região. Ficariamos mais parecidos como mochileiro que faz a “imersão cultural de hostel”: é o turista que passa o dia no albergue de juventude com outros turistas de paises proximos e, quando perguntado, por que não sai pra fazer turismo, responde: – I’m here for the real thing. Sorry, mas se beber cerveja com canadenses num hostel de Bangkok is the real thing, I’m out!  Humildade. Nossa meta é utilizar o tempo. Observar ao maximo e ir ao encontro dos outros. Reparar o pequeno, os detalhes do cotidiano, sem forçar uma integração na maior parte do tempo, impossivel.

Segundo, olhar: duas coisas a evitar: o deslumbre e a pretensão. O ultimo nos empurra a acreditar que somos os unicos, os pioneiros, que “vimos primeiro”, ou que nossa impressão é a mais perspicaz já vista. Nos não somos os primeiros a fazer uma Volta ao Mundo e muito menos a visitar os lugares para os quais rumamos. Como ocidentais, como brasileiro, nossas impressões estão bastante condicionadas a um certo codigo de conduta e de costumes. Por isso, não podemos acreditar na originalidade absoluta  ou na perspicácia irrepreensivel de nossos relatos. Certo, o tempo pode colaborar para um olhar mais apurado. Mesmo assim, ele não será unânime. O deslumbre colaboraria para embaçar o texto. Não nos deslumbramos? Claro que sim! Quem não se emociona ao ver a Torre Eiffel pela primeira vez? Mas esse é um sentimento conhecido, compartilhado por muitos. Não quero dizer aqui que devemos ver as coisas com o mode blasé ON no máximo. Eu acredito que o deslumbre atrapalha o texto. Por essa razão, a menos que façamos poesia, uma distância entre o evento – a subida da muralha da China – e o relato – um post aqui no 2backpacks.com, deve ser cultivada. Porque a “visão mais linda do mundo” é a visão de todos.

Ultimo, o texto: “enquanto viajo não escrevo e quando escrevo deixo de viajar”. Foi mais ou menos isso que li num Travel Writertexto pinçado de um link da blogoesfera. Qual é o objetivo de uma Volta ao Mundo? Viajar, oras! Bom e se viajar me impede de escrever, então as páginas ficarão em branco. Escrever é uma paixão que quero alimentar. Primeiro, pelo prazer de colocar no papel as impressões do dia e segundo, para dar noticias aos proximos. Porém, discordo do texto jornalistico para o relato de viagem. Acho que o melhor diario de viagem seria aquele escrito, não em prosa, mas em poesia. Simples, a viagem pertence ao sonho e so a poesia pode explicar o sonho. Uns poderão dizer que o jornalismo é realidade e esta é muito mais surpeendente e interessante que a ficção. Concordo. Apesar disso, penso que um relato preciso de uma experência de viagem é um relato incompleto. Fiquem tranquilos, nosso texto será em prosa. Mas como as estradas que percorreremos são sinuosas, permitam que nosso texto, também, não seja em linha reta.

Felipe Koch

Tout quitter (pour tout avoir)

magritte

Tout quitter pour faire un Tour du Monde? C’est un grand défi. Quitter son logement, son boulot, ses amis, sa famille, son quotidien. Pourrons-nous retrouver une vie “normale” bien intégrée avec ceux qui nous entourent. Pourrons-nous nous satisfaire du métro-boulot-dodo après un Tour du Monde? Bien sûr! La vie doit être faite d’un enchaînement de petits moments, de petits rites qui prêtent de la magie au jour le jour. La routine ne peut pas être écrasante – et je ne parle pas que pour ceux revenus d’un Tour du Monde. C’est comme la vieille histoire des quatre copains autour d’une table de poker: le premier demande si le monde s’arrêtait dans une heure, que ferez vous? L’homme assis à droite répond qu’il irait faire l’amour à la plus belle femme qu’il trouvera; l’autre répond que lui se ferait plaisir en dînant dans le restaurant le plus chic de la ville; l’ami à sa gauche voudrait avoir une grande dose d’adrénaline en braquant une banque! Bon, et toi alors, que ferais-tu? Il répond calmement – moi, je finirais cette partie de poker. Cela ne veut pas dire qu’il était un accro au jeu, mais qu’il faisait à ce moment là, la chose qu’il avait choisi de faire.
Il faut regarder la vie de la même façon: si après un Tour du Monde nous ne pourrons rien faire d’autre, bon, dans ce cas là, partons à nouveau. Mais sûrement, un projet précède un autre, nous ne pouvons pas regarder un tel voyage comme le bout de tous les rêves. Il y a encore des choses à vivre après le parcours de la planète et, peut-être, le boulot qui semblait sans grand intérêt acquerra des contours plus beaux dans une nouvelle perspective.
Un Tour du Monde est la preuve cabale que nul ne quitte rien en partant! Tout un chacun part pour conquérir. Cette fois-ci non avec un esprit oppresseur mais, au contraire, un esprit que s’ouvre à l’altérité dans une expérience surtout initiatique. Alors, profitons du présent, profitons du contact, profitons de cette étincelle magique qui nous porte vers l’inconnu. Comme dirait Edgar Morin “c’est quoi cette folie qui nous emporte tous?”

Felipe Koch et Amandine Pernelle

L'anticipation

Nous sommes entrés dans la dernière ligne droite. Il reste moins d’un mois avant de prendre l’avion vers le Moyen-Orient. Comme je l’ai dit dans un autre article, notre voyage a déjà débuté il y a quelques temps avec l’organisation du trajet et tout le travail de recherche. Mais c’est vraiment maintenant que je ressens cet état mental propre à la veille des grands événements: l’anticipation. Je ne peux m’empêcher de le savourer d’avantage: il n’y a plus de distance entre les trottoirs parisiens et les déserts de l’Asie Centrale. C’est l’heure où nous vivons des situations qui ne sont pas encore arrivées, où nous projetons des dialogues, actions, et découvertes. J’utilise une métaphore bien brésilienne, liée au football, l’anticipation est quand le buteur se trouve devant le gardien et menace de frapper le ballon mais ne le fait pas. Le gardien tombe. L’anticipation arrive, ce sentiment de certitude du plaisir qui arrive très bientôt. Et alors, il envoie le ballon aux filets. L’état mental de pré-embarquement est comme l’heure où le buteur “tue le gardien”.

"O goleiro ja era... 1, 2, 3... chuto"

Pour les voyageurs expérimentés ou pour les touristes de premier voyage, anticiper et projeter est une étape à ne pas laisser inaperçue. D’abord, pour le plaisir qui la justifie déjà, mais aussi comme une protection face à sensation d’être loin de chez nous. Le dépaysement. Quand les codes que nous employons dans notre quotidien ne fonctionnent plus. Les gens ne mangent pas les mêmes choses que nous et le font d’une autre façon. Les coutumes dans des espaces communs – les transports, par exemple – sont différents et par fois nous nous sentons mal à l’aise. Si un grand choc de cultures n’est plus possible, il pourrait avoir lieu dans une escale mineure dans ce sentiment de “non-appartenance”! Pouvons-nous en retirer du plaisir? Moi, je pense que oui, c’est un peu cela qu’un Tour du Monde nous apporte. La possibilité de sortir du notre et de vivre l’autre. Si le dépaysement est inévitable, l’empathie que nous développons a travers cette expérience est encore plus grande.

Yummy

Felipe Koch – traduit de l’originel en portugais.

The weather and the flu

We’re all concerned about the news regarding the swine flu. We can remain sceptical and say it’s nothing more than the others virus, or we can panic around waiting for a certain death! The thing which annoys me most is the fact this disease is linked to the weather (winter time = pandemie). As far as we’ll be travelling for a long time, through differents countries, try to avoid the cold – for the simple reason of not having to carry loads of bulky clothes – was one of our goals.

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The problem resides at the other end: the summer. To be able to avoid completely the cold throughout all this Round the World trip, we needed to get to the road by the beginning of July. But our first destinations are the Middle-East and Iran – where we can reach easily the 40°C during this time of the year. Or we skip all the cold and bake ourselves for nearly two months, or, we start the trip a bit later – what we are doing! – to skip the unbearable heat, and we gonna have to cope with a bit of cold when in the deep north or in the america’s sourthernmost point later next year. It was a very tricky puzzle: we end up – as said – picking the second option: we think it’s too hard to get to know things and people when we can’t barely stand ourselves. Then, later on some temperatures below 10°C for a couple of weeks – not so many hopefully!

Flu

It’ll be perfect to draw a line crossing all the countries we wish to see during mild season. We tried it hard, not succesfully. Now the big question is regarding this new flu: we gonna reach countries very densely populated such as India during winter (specially the north side). If the northern hemisphere repeats what we’re seen right now in the southern – i.e. Argentine and Australia – I think we gotta be careful. But once again, avoid panicking! But it’ll be a sort of haunting ghost every time someone sneezes next to us!

Le périple des visas I

VisaDepuis trois semaines et trois demandes de visa, nous présentons nos impressions pour ceux qui – comme nous – ont décidé de parcourir les consulats eux mêmes.

Syrie: Cela n’a pris que dix minutes pour faire la demande de nos visas. Deux formulaires pour chacun avec deux photos, copie de la dernière fiche de paie, copie du titre de séjour pour moi et 46€ pour les deux visas. Le bémol: DEUX SEMAINES d’attente pour aller chercher les visas. En arrivant, la dame du service de visas me dit qu’ils seront prêts qu’à midi (je suis arrivé à 10h et le consulat devait fermer à 12h). Je lui ai posé la question: – Mais vous ne fermez pas à midi? – Non, on ferme à 13h, me dit-elle. – Ok, je dis, regardant l’affiche au-dessus de sa tête qui montrait “horaires d’ouverture: 9h-12h”. Comme j’avais prévu d’aller le jour même demander les visas pour l’Ouzbékistan, attendre jusqu’à 12h n’était pas super – selon le site de l’ambassade de l’Ouzbékistan à Paris, le service de visa fermait à midi. Bon, après quelques cafés et 1h30 d’attente je fais la queue encore et à midi pile j’ai demandé nos passeports: – Il ne sont pas encore prêts. Je regarde à côté sur le bureau et remarque un passeport français et un brésilien unis par un élastique. Je lui demande une fois de plus: – Excusez-moi, ceci ne sont pas nos passeports? – Ah! Oui, je ne les avais pas vus… 12h10! Je sais qu’il était trop tard pour aller voir les visas pour l’Ouzbékistan, mais j’y suis allé quand même.
Ouzbékistan: Je suis arrivé au service de visa à 12h27 et le consulat fermait à… 12h30! Je suis rentré et il n’y avait personne dans la queue. Le monsieur m’a demandé mon “invitation” (je l’avais eu avec StanTours pour 28€, c’est le registre au Ministère des Affaires Étrangères Ouzbek, délai de 12 jours) et m’a délivré le visa direct! Pour Amandine, par contre, une semaine d’attente! – Pourquoi? – Parce que comme les Français n’ont pas besoin d’invitation, il faut les enregistrer au MAF et ça met une semaine. – Ok, au revoir. Une semaine plus tard, je suis arrivé pour récupérer son visa et il n’était pas fait… Pas de problème, le même monsieur a rempli quelque chose sur son ordinateur, imprimé le visa et m’a rendu le passeport. Question: alors, pourquoi n’a-t-il pas fait ça la semaine d’avant? Bon, direct au métro place de la Madeleine pour aller à l’ambassade russe au 16ème.
Russie: Et voilà qu’on voyage de Tashkent à Moscou en 27 minutes! En arrivant au grand bâtiment au Bd. Lannes qui abrite l’ambassade russe, je me joins à la dizaine de personnes qui attendaient devant la porte d’entrée. On discutait – en russe – et à un moment donné la vieille dame devant moi s’est mise à pleurer tandis que l’homme au portail faisait des signes comme si c’était fermé! Mais il était 11h25 et le consulat ferme à midi! Bon, plus personne et nous étions déjà vingt à attendre. C’est là qu’un jeune homme est arrivé et a demandé si il y avait quelqu’un qui venait pour retirer des visas. Deux hommes derrière moi sont passés. Mois je dis: – Moi c’est pour une demande de visa. – Ok, venez! Et moi et le monsieur devant moi sommes rentrés. La vieille dame pleurait toujours – dehors. Une fois dans le consulat je me suis rendu compte de ce qui se passait: il y avait deux guichets pour le changement de passeport ou demande de visa pour les citoyens des pays qui ont appartenu à l’URSS avec une centaine de personnes devant – pour cela que la dame restait dans la queue dehors. Et deux guichets pour la demande de visas pour les non-russes… avec personne! 10 minutes et je suis reparti avec mon récépissé pour la semaine prochaine.

La suite

Felipe Koch

O estado mental

"O goleiro ja era... 1, 2, 3... chuto"

Hoje entramos na reta final. No ultimo mês antes de pegar o avião para o Oriente-Médio. Como falei em outro post, a nossa viagem ja começou ha algum tempo com a organização do trajeto e todo o trabalho de pesquisa. Mas é agora que sinto entrar naquele estado mental especial que experienciamos antes de grandes eventos: a antecipação. Eu não consigo me impedir de antecipar: não existe mais distância entre as calçadas de Paris e os desertos da Asia Central. E a hora onde vivenciamos situações ainda não chegadas, onde projetamos dialogos, ações, descobertas. Utilizando uma metafora brasileirante, ligada à inesgotavel futebo-sociologia, antecipar é como quando o centroavante tira do zagueiro, fica cara-a-cara com o goleiro e ameaça chutar mas não chuta. O goleiro cai. E ai vem a antecipação, aquele sentimento da certeza do prazer que chegara em muito breve. E so então, ele manda pras redes. O estado mental do pré-embarque é como a hora onde “matamos o goleiro”.

Yummy

Para viajantes experientes ou para turistas desavisados, antecipar e projetar é uma etapa que não deveria ser ignorada. Primeiro pelo prazer que em si so a justificaria, mas também como uma proteção contra o sentimento de estar longe de casa. Os franceses chamam isso de “depaysement”, que poderiamos traduzir como “desterramento”. E aquela sensação quando os codigos que empregamos no nosso dia a dia não funcionam mais. As pessoas não comem as mesmas coisas que nos e não o fazem da mesma maneira. Os costumes em ambientes comuns – transportes, por exemplo – são diferentes e as vezes nos sentimos deslocados. Se um grande choque de culturas não é mais possivel, ele poderia se realizar em microescala nessa sensação de “não-pertencer”! Podemos ter prazer em uma situação como essa? Eu acho que sim, é um pouco isso que uma Volta ao Mundo nos proporciona. A possibilidade de sairmos do nosso e de vivermos o outro. Se o mal-estar é inevitavel, a empatia que desenvolvemos através dessa experiência é ainda maior.

Felipe Koch

Il faut pas oublier!

Lodge in the Himalaya

Imaginons la situation : vous êtes au pied de l’Himalaya, dans un petit lodge, demain est le jour où vous commencerez la route pour les Annapurnas .Votre sac – léger – pèse 14 kg. Vous avez eu beaucoup de chance de trouver un guide qui vous amènera le jour choisi, et hop, vous êtes cloué au lit avec un horrible mal de dos.
Une autre anecdote: vous prenez le dernier bus avant le destination attendu : les plages du sud de l’Inde. Cette dernière course de 12 heures vous conduira à un coin tranquille et paisible. Assis à la fenêtre du bus, vous entendez le bruit indéfectible de votre ventre qui gargouille, il n’attendra pas. Ce n’est pas sympa quand même pour les autres voyageurs d’arrêter le bus toutes les 30 minutes.

indianbus

Ok, avant de sombrer dans la psychose hypocondriaque, quelques choix raisonnables vont très bien pour un voyage de longue durée. Après un passage chez le médecin obligatoire, nous avons défini notre trousse à pharmacie. Il faut imaginer tout ce qui peut nous arriver pendant un Tour du Monde, mal de dos, torticolis, diarrhée, entorse, mal de tête…bref, ce qui gâche les vacances. Même si elle est un poids supplémentaire dans notre sac à dos, elle sera peut être utile, n’espérons pas! Alors, tout d’abord, les précautions à prendre : ne pas oublier vêtements longs, spray et moustiquaire. Boire plutôt des sodas ou des bouteilles d’eau très bien fermées, ne pas boire l’eau du robinet, même pour se laver les dents. Contre le soleil, protection optimale : chapeau, lunettes, et crème solaire indice élevé. La prescription du médecin : la pilule pour 1 an, un antibiotique contre bronchite ou angine, un antiseptique, médicament contre la diarrhée, contre les contracture pharmaciemusculaire, les infections urinaires, gel pour entorse et bien sûr, paracétamol, pansements, petits ciseaux, pince à épiler… on part rassuré! C’est important aussi de profiter de la vie et du voyage sans peur des bactéries et virus. Prenons les soins de base et enjoy your trip!

Amandine Pernelle

The Biggest Tip

People have started to feed us up with some amazing tips for the trip. I’m trying to get them organised and i’ll publish them in a post shortly. This topic here is to try to gather even more information. So, you guys who have already travelled to the places we’re heading to, give us the secret address of the amazing restaurant, the hidden village, the best spot for pictures, the scams to avoid.
The Biggest Tip
The idea is to collect the biggest amount of tips from our readers – you can leave a comment! – and once we get there you’ll write about it. The one who’ll give us the best tip ever you’ll get the 2backpacks Best Tip Prize. So be generous with the hints you can give us. First partial post just before our departure to Jordan in late August.

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